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domingo, setembro 12, 2004



Afinal...


A cor do meu vestido azul, afinal, não era a cor do céu. Era o mar, o sabor do teu corpo quando juntos navegamos. Quando amarras, são as tuas mãos nas minhas e fechas os olhos devagar...

A cor dos meus olhos não era, afinal, a cor das árvores. Era o mundo pintado a outono quando Setembro ilumina os dias e lambe de luzes silenciosas o teu olhar...

Afinal, a cor da vida não era vermelho. Era a cor do sangue amante a pulsar sobre o teu, num gemido constante que a corrente afasta sem querer...

A cor desta viagem não era, finalmente, o arco-irís que não podemos ter. Era a invenção da vida depois da cor, quando grito o teu nome em lilás transparente e desejo saciar na tua boca o meu prazer...