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terça-feira, setembro 07, 2004



Paisagem Inquietante



Havia uma Paisagem Inquietante dentro de um conto que eu queria um dia contar. Nem era um conto. Seria um quadro literário, ou seria um poema, se eu fosse Poeta.

Vejo a tua paisagem,
e faço um poema sem rima
deito fora as metáforas
parvas, inúteis, borda fora...
abro a janela.

O risco desenhado pela tua lua
insinua-se no meu soalho de madeira
dispo-me em dança nua para a lua que me seduz esta noite.

O risco traçado a prata
atravessa a minha janela
e desenho no meu corpo um pássaro em forma de árvore
tatuagem para sempre, indelével
um sonho com gritos de gaivotas ausentes
no meu ombro
gravada a preto e branco
em dor
em sorrisos
em frágeis suspiros.