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terça-feira, novembro 01, 2005



Blank



Ele – Gosto do que escreves. (parece que tens clítoris nas teclas… vens-te na ponta dos dedos…)
Ela – Escrevo para me libertar de mim (mentira, é tudo mentira, escrevo por raiva, escrevo por tédio, escrevo porque te dou tesão…)
Ele – Gostava de te saber feliz. (gosto de quando explodes de prazer depois da timidez que finges…)
Ela – Saber-me feliz é perigoso. (não te atrevas a amar-me…)
Ele – Gosto de te fazer rir. (principalmente quando me sentes dentro do calor do teu colo, quando me cavalgas feita louca, macia de pele, em chamas de olhares…)



Ela – Se continuas a fazer-me rir, preenches o vazio da minha alma e se continuas a foder-me assim, ainda te arriscas a que eu me apaixone por ti. Irremediavelmente. E depois? O que faço eu do vazio em que afogo o meu silêncio?

Ele – Depois podemos conversar.

Ela – Podemos, sim. Deita-te e fecha os olhos. Eu converso contigo com a ponta dos meus dedos. Converso com a boca e língua. Mas não digo nada. Só quero que te venhas dentro de mim.



fotografia de homem da lua